sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

LUCAS RAMOS

Lucas Ramos é meu primo de segundo grau que acabei de conhecer pelo Facebook. Sempre gostei de desenhar, ler, escrever e de histórias em quadrinhos e agora achei uma ligação sanguínea que expressa esse dom. Lucas mora em Salvador (ou seria Igrapiúna?) na Bahia e é um desenhista e caricaturista nato. Com um traço simples e firme, o artista desenha pessoas comuns, amigos, e alguns músicos de que gosta.
O cara é grafiteiro também. O grafite é uma nova modalidade de expressão artística que transforma o que antes era considerado vandalismo, a pichação, e aproveita os espaços com desenhos mais harmonicos, positivos e coloridos. É isso aí primo, parabéns por seu trabalho!












sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CALVIN & HAROLDO!

     Tenho um sobrinho loirinho meio bravo e de cabelo espetado e que carrega um tigre de pelúcia para cima e para baixo, desde que nasceu. Não tenho como não ver as tirinhas do Calvin sem pensar no meu sobrinho, Arthur.
     O garotinho loiro e seu tigre comparsa foram criados por Bill Waterson em 1985, com tirinhas publicadas em jornais de todo o mundo.  Os nomes são baseados em personagens históricos: Calvin seria uma homenagem a João Calvino e Hobbes é uma referência à Thomas Hobbes, filósofo inglês.  Com forte pesonalidade e imaginação, Calvin é um típico garoto de 06 anos: adora brincar, não curte muito tomar banho nem escola, tem um certo nojo de meninas e uma imaginação pra lá de fértil.  De uma maneira sutil e divertida, Bill Waterson abordava criticamente diversos assuntos: a diferença entre sexos, a banalidade da TV, o sistema educacional, catástrofes ambientais.
     Um dos detalhes que acho mais bem explorado nas tirinhas do Calvin, é a maneira como ele expressa o que imagina. Ele me remete a mínha própria infância, quando uma simples árvore por exemplo se trannsformava em aeronaves, fazendas e navios. O Calvin é assim, enquanto todos a sua volta veem apenas um tigre velho de pelúcia, na cabeça dele existe um velho e sábio amigo!
     Uma história que acho genial e é tipicamente pensamento de menino: a história do transmorfoseador (uma caixa de papelão velha que na cabeça do Calvin vira uma máquina que pode transformá-lo no que ele quiser. Ele tem uma prova de matemática para fazer, mas decide então que se transformará em um elefante, pois ficou sabendo que elefantes nunca esquecem nada que viveram, daí a expressão memória de elefante, e assim ele não precisaria estudar para a prova. ) ´É uma das melhores histórias, ele fica tomando banho de lama, pensando ser um elefante e entra em casa todo imundo. A mãe dele o vê e surta e a cena é muito engraçada, um elefante mesmo na escada da casa, com medo da Mãe. Excelente!
  
     Um dos melhores quadrinhos de todos os tempos. Abaixo, uma série de tirinhas retiradas daqui: http://depositodocalvin.blogspot.com/search/label/1985?updated-max=2005-05-27T21:49:00-03:00&max-results=20

E alguns vídeos com animações da dupla. Fizeram um curta metragem frances bem bonitinho, tem no Depósito do Calvin se alguém quiser ver.























quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

KAFKA VEM KAFKAR COMIGO

   Uau, ajudei um amigo a fazer uma tarefa num curso de interpretação de textos, sobre A Metamorfose de Franz Kafka e acabei me interessando pelo livro, tão conhecido mas que ainda não tinha parado para ler. Fazendo um trocadilho com o conteúdo do livro, a tarefa trazia o título "Ler é um barato". Escrevi o seguinte texto:    

  Ler é um "Barato". Ou mais especificamente, no caso de "A Metamorfose?" de Franz Kafka, uma barata.
   

  A primeira vista, o livro causa estranheza. Um homem que ao se levantar percebe que se transformou em um inseto gigante. O que o autor quer mostrar com isso? O próprio título do livro dá uma pista do que pode ser interpretado a partir de sua leitura: metamorfose ou transformação. A despeito das trasnformações biológicas que diversos seres passam e apesar de absurda, a transformação relatada no livro  é uma marca do inusitado querendo contar uma história. Nenhum ser humano foi transformado em barata, ou qualquer coisa do tipo, mas quem não passou por diversas etapas da vida? Quem nunca olhou pra trás e pensou "Meu Deus, eu já fui assim?". As transformações são diárias, constantes e em vários aspectos: físicas, psicológicas, ideológicas, etc. Um ponto interessante que gostei numa leitura superficial do livro foi um recurso de ironia utilizado pelo autor, quando o personagem principal, metamorfoseado numa barata gigante pensa num conhecido e se refere a ele como "invertebrado". Nesse exemplo, podemos ver que a palavra invertebrado pode ter vários significados, pois invertebrada é a barata, mas também o conhecido dotado de pouca inteligência.
A medida que Gregório vai se adaptando a essa nova forma de ser, no corpo de uma barata, sua família vai se tornando cada vez mais estranha, neurótica. Prendem Gregório em um quarto, passam a alimentá-lo apenas com restos de comida e comida velha (já que seu organismo não tolera mais comida comum) e quase não mantêm nenhum tipo de comunicação com o filho. Depois de uns dois meses, Gregório já não vê mais o mundo da mesma maneira e descobre o prazer de deslizar pelas paredes e ficar de cabeça para baixo no teto. Sua irmã percebe o novo esporte de Gregório  e decide tirar a mobília da sala para que o barato possa andar mais livremente. Mas Gregório, com o que lhe sobrava de consciência humana, se exaspera ao perceber que toda a mobília está sendo tirada do quarto onde agora vive confinado. Seus trabalhos, seus pertences, tudo aquilo que ainda o lembrava de que um dia já fora humano! O que Kafka quis dizer com esses pais repressores, que aprisionam o filho metamorfoseado, o forcando a cada vez mais se tornar um inseto? Creio que os pais de Gregório representam a sociedade, as autoridades e todo o mundo externo, obrigam a viver uma vida falsa, uma vida rastejante, pegajosa, invertebrada e longe daquilo que realmente somos.
   Gregório corre de seus pais, que nesse novo corpo, o tratam apenas com violência, quando o açoitam para seu cativeiro. E o que somos nós, cidadãos urbanos contemporâneos? Não vivemos numa corrida pelos prazos de entrega de trabalhos? Pelo horário do serviço que não podemos perder senão  não há  contas pagas no fim do mês? E se não há contas pagas no fim do mês, há cobradores ou mesmo polícia, e mais corrida. Correr, correr, correr. Não estamos correndo no sentido de nos tornamos baratas como Gregório?
Por um momento, no final do livro, Gregório sente que a música tocada pelo violino da irmã poderia lhe restituir a humanidade, mas sua aparência já é tão repugnante que sua família decide expulsá-lo de casa antes que tenham maiores problemas. Exausto e desajustado a sua nova e bizarra condição, Gregório acaba morrendo e então sua família se vê livre para prosseguir com a vida.
 Um final triste que a meu ver demonstra como a sociedade é doentia. Enquanto Gregório era humano e sustentava a família ele era bem quisto, mas após sua metamorfose, quando ele se torna um bicho completamente diferente e praticamente inválido, os interesses e o tratamento que a família lhe dispensa passam a ser completamente diferentes.  O que são Gregórios na nossa sociedade, além dos excluídos, das minorias, dos diferentes, caídos, rejeitados? E o que o Estado, Governo ou Sociedade fazem com  os Gregórios?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sarinha e os quadrinhos!

Sarinha, minha filhinha de sete anos já é uma colecionadora nata de HQ's.

Ela curte Turma da Mônica, claro, como toda criança brasileira com infância legítima! Mas também já a incentivamos a descobrir coisas novas, pra idade dela. Experimentei dar pra ela Meninas Superpoderosas, Scooby-Doo, e o Sesinho que é uma produção educativa e nacional, mas ela gosta mesmo é dos personagens de Maurício de Sousa:

- Sabia que o Maurício existe mesmo e tem duas filhas, uma chamada Mônica e outra Marina?
- Sabia Sarah. Legal, né?
- É.

Achei bacana ela saber o detalhe de que a filha do Maurício é a Marina, que é mais recente e bem menos conhecida, em vez da Magali. Ela dá informações precisas (parece até que puxou alguém que sabe todos os números e histórias dos X-men já publicados no Brasil...). Outro dia ela deixou a coleção, que já é a maior da cidade dela, meio bagunçada, deixou rasgar a página de um gibi. Essa página ficou vários dias no chão da casa dos avós dela. Um dia o avô a apertou um pouco e falou pra ela dar um jeito naquela página solta. Ela olhou para o avô e disse:

- Essa página faz parte daquela edição com a capa tal.
- Duvido.
- Ora, eu te mostro.

E era mesmo. Ela tá monstrinha na esperteza, já! E a inteligência associativa que ela tá desenvolvendo? Não tá no gibi! (Ou será que está?).

Observar minha filha se desenvolvendo tão bem e com ajuda de HQs me provou que Histórias em Quadrinhos são sim uma forma de arte e de literatura! Pode ser pop e é um gênero que possui um universo próprio, com coisas boas e coisas ruins, coisas educativas e coisas banais... Enfim, um universo em si.  Mas perdi a vergonha de vez, sou fã de quadrinhos, gosto mesmo com 29 anos e não tenho problemas com isso. Defendo os quadrinhos de qualquer pseudointelectual que queira pousar de sabichão e dizer que isso é coisa de criança. É também, nessa simplicidade tem muito o que oferecer, para adultos e crianças!

Assim como eu, minha filha tá mostrando ter a mesma afinidade, gosto com palavras! (Putz eu babo por essa menina desde que ela nasceu, também não tenho vergonha nenhuma de admitir isso). Ela parece ter uma espécie de dom também, já vi isso manifestado algumas vezes. A última dela foi assim:

Eu estava mostrando umas fotos que fiz aqui em Minas Gerais e aí mostrei a ela uma foto de uma estátua de lobo-guará. Ela nunca tinha visto o lobo, só ouviu falar. Ouviu alguém comentando na televisão, mas me disse que nunca tinha visto. Aí fiquei falando pra ela coisas sobre o lobo e tal. De repente ela levanta e cata uma revistinha da Mônica, abre numa página e aponta:

- É isso aqui né?

Não havia nenhum desenho do Lobo Guará no gibi, apenas a Mônica falando... A Sarah apontou direto pra palavra dentro do balão.

Embabascado, olhei pra ela e disse:

- É, Sarah, isso aqui que estou te mostrando é isso que a Mônica tá falando.

Ela resolveu agora contabilizar as próprias revistinhas. Me contou que já colecionou 190 HQs da Mônica. Aí cheguei meio com jeitinho e disse pra ela, só pra ver a reação:

- Então, que bom.... Eu tenho 450, mas os meus são de gente grande. Mas estão todos arrumadinhos, conservados. Você pode comprar uns plásticos pra preservar melhor.

Ela me olhou com uma expressão, mas uma expressão.... Não tem muito como descrever, mas ela fez uma cara tão engraçada, curiosa, deslumbrada, espantada e feliz ao mesmo tempo! Acho que naquele exato momento passou pela cabeça dela:

- Nossa, uma versão masculina e grande de mim!

TE AMO GIGANTE SARAH!!!

domingo, 11 de dezembro de 2011

KIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICK ASS!

Jonh Romita Jr. sempre foi um dos meus desenhistas preferidos (vide post sobre o trabalho da cara, alguns meses atrás. Aliás, preciso descobrir como faço pra linkar posts aqui do próprio blog), desde a época em que ele desenhava os X-men dos anos oitenta, com a Tempestade Punk e todos os membros do grupo com um ar realmente de párias rebeldes, o que alavancou o sucesso que a revista faz hoje.  Romita Jr. é filho do Romita Senior, um dos fundadores da Marvel, e como mostrei no outro post, ele tem um traço muito característico, que as pessoas simplesmente amam ou odeiam, e sua carreira é cheia de altos e baixos. Os dois pontos fortes que considero da carreira do Romita Jr. é a fase X-men anos oitenta e mais tarde o Homem-Aranha, que no lápis do Romita Jr. ganha um estilão muito legal. 

Mas agora.... Agora o cara simplesmente se superou animalmente!! O estilo meio quadradão de desenvolver os personagens permanece, mas as cenas de ação, roupas e cenários desenvolvidos ultimamente pelo cara estão de arrasar.

Kick Ass é esse trabalho auge da carreira do desenhista. Em parceria com Mark Millar, um renomado escritor dos quadrinhos, Romita Jr. criou um personagem que critica praticamente tudo que já foi produzido para o universo das HQs.  Dave é um mero nerd, cuja vida se resumia à internet, escola e uma loja de quadrinhos. Em plena crise adolescente, o garoto, de tanto ler histórias em quadrinhos, um dia resolve se transformar num patrulheiro do crime. Ele compra uma roupa de mergulho, via e-bay, passa um tempo malhando numa academia e aprendendo a lutar e então sai pelas ruas combatendo os marginais que encontrava. Na maioria das vezes ele toma uma baita surra, mas também consegue vencer alguns bandidos de rua e enquanto espancava os marginais ele costumava dizer que iria chutar o rabo dos caras, daí o nome Kick Ass.

Li pouca coisa, mas garanto que é uma HQ de qualidade. O traço pop e divertido do Romita já é algo legal de se ver, isso somado ao estilo de texto descontraído e reflexivo de Mark Millar, torna a leitura desses quadrinhos um verdadeiro deleite.

Por ser despojado e criticar de uma maneira divertida a própria indústria de quadrinhos (O Kick Ass se fode e vive fazendo comentários do tipo - "Ah, queria ver o que os playboys dos X-men iriam fazer numa situação dessas "), Kick Ass ganhou uma adaptação para o cinema em 2011. Achei bacana. Um filme bem produzido, pra divertir mesmo. Dois personagens muito interessantes dessa franquia, e que brilham no filme, são o Big Daddy e a Hit Girl. Big Daddy é um policial aposentado que é vítima da armação de um outro policial corrupto que era aliado de um grande traficante e tem que passar sete anos na cadeia, enquanto sua esposa falecia e sua filhinha nascia. Quando sai da cadeia ele monta um arsenal e se dedica a se vingar do Frank D'Amico, o traficante traidor, e para isso ele treina a própria filha a ponto da garotinha virar uma verdadeira arma viva, a Hit Girl!


Bem, o filme vale como um elemento de diversão, mas tem cenas bem fortes, não é para crianças pequenas, e os quadrinhos valem muito a pena, pela arte do Romita Jr. e texto bem elaborado de Mark Millar.

And I will just follow my friend's pattern  and keep kicking some ass overthere! Enjoy it, honey!








segunda-feira, 21 de novembro de 2011

TURMA DA FEBECA!

      Sápassado (como dizem no dialeto mineiro),  recebi o chamado de que no Calêndula, um espaço cultural/musical/intelectual/pseudointelectual e boêmio aqui de São João del Rei, haveria a apresentação de uma banda de rock local e boa.  Depois de umas cervejas, fui até o Calêndula mas fiquei na porta, onde encontrei algumas figuras interessantes da cidade e fiquei jogando conversa fora. O show não começava e o papo estava bom, acabei optando pelo papo em detrimento da música.
     Dentre as figuras que compunham o cenário "intelectual/artístico/boêmio de frente de botequim" daquela noite, estava o ilustre Víctor Klier, um amigo que mora aqui em São João há alguns anos. Victor tem uma relação com quadrinhos bastante interessante, o conheci numa oficina de quadrinhos para jovens no Inverno Cultural em 2009. Victor foi roteirista do Menino Maluquinho, trabalho desenvolvido com Ziraldo. As criações do artista são inúmeras, mas o trabalho que vem recebendo maior destaque é o da Turma da Febeca.
     Inspirada em pessoas reais, que Victor conheceu ao longo de sua vivência, a Turma da Febeca é divertida e não perde para nenhuma outra turma de personagens infantis. E além de divertir faz um importante trabalho de conscientização da inclusão dessas pessoas em todos os meios da sociedade.  Victor mergulhou no universo das pessoas deficientes, e através da Turma da Febeca mostra que essas pessoas tem muito mais potencial do muita gente "normal" que vive por aí. Uma tirinha que ele me mostrou ilustra isso - A Febeca aparece ligando pra sua mãe e dizendo "Ah, mãe a Festa está ótima!" "Tudo tranquilo aí Filha?", "Tudo tranquilo", aí a cena se expande e aparece a Febeca descendo um penhasco de rapel! Esse trabalho é muito importante por isso, como dizia o Victor no final de semana: "Tem deficiente que faz tudo, trabalha, se diverte, faz esporte, fazem muito mais coisas que eu que posso andar e as pessoas precisam saber disso!"
A turma da Febeca, já é, digamos assim, oficial, é publicada em alguns jornais do país.
Legal conhecer um trabalho assim de perto. Parabéns Victor!









terça-feira, 25 de outubro de 2011

VAGA-LUME

     Pois afinal de contas tudo começou aqui. A série vaga-lume é uma série de livros de ficção infanto-juvenil tipicamente e orgulhosamente brasileira. Com a maioria dos livros da série escritos durante as décadas de 80 e 90, os autores brasileiros que escreveram os livrinhos dessa série trouxeram uma coleção de livros de aventura, de fácil compreensão e fáceis de ler, típica leitura para iniciantes.
Meus primeiros livros da vida foram da série vagalume. Ganhei quatro exemplares da minha madrinha quando eu tinha uns 9 anos de idade. Ainda lembro das edições que li e reli:

Na mira do vampiro
Foi o primeiro livro que li dessa coleção e um dos primeiros da vida. Não lembro muitos detalhes, mas era algo sobre garotos que encontravam um novo vizinho misterioso, que eles pensavam ser vampiro. Já não lembro mais se o vizinho era de fato um vampiro ou só viagem da cabeça dos moleques.

Um leão em família.

Tenho poucas memórias desse livro, só me lembro que não gostei muito. Sempre que penso nesse livro lembro do meu quarto de quando era criança, cheio de gibis e livros e eu deitado seminu no chão lendo essa história. Mesmo sendo criança eu achei a história meio ridícula. Era sobre um garoto que encontrava um filhote de leão no trilho de trem perto da casa dele e aí ele levava o leão pra ser criado em casa e arrumava um monte de confusão com isso. Meio bizarro.
Na barreira do Inferno.
Não sei exatamente porque, mas eu amava loucamente esse livro. Reli várias vezes e até hoje tenho vontade de visitar a cidade de Natal, só por influência da história. O livro mostra uma base de lançamento de foguetes real que existe em Natal RN e chama Barreira do Inferno. O autor elabora uma trama onde um grupo de adolescentes decobrem que alguém de dentro da Base sabota e quer explodir a base e só eles sabem e precisam impedir. É um livro cheio de aventuras e teorias da conspiração. Adoro essas coisas e até escrevi um livro que em algumas partes tem essa levada. Quatro jovens amigos se aventurando. Estou me vendo com dez anos de idade!

Corrida Infernal

Eu já nem me lembrava mais o nome desses, o que é um indicativo que não era lá um livro que eu achasse tão importante. Mas tá listado aqui porque faz parte dos quatro primeiros livros que tive na vida. Li apenas uma vez e muito criança ainda, mas era algo sobre um roubo de diamantes, uma aventura policial.

Opa! Mas agora que estou vendo que é do Marcos Rey, um dos melhores autores que contribuíram para a coleção vaga-lume, vou até abrir um tópico pra ele. Bem, Marcos Rey é um ícone dentro da coleção vaga-lume, seu nome estampado na capa de um livro é indicativo de uma boa história. Talvez eu devesse reler.

E por falar no homem:

MARCOS REY

Não sei muito da vida real dele. Sei que era um escritor paulista e que morreu há alguns anos atrás.  Marcos Rey era um dos melhores. Seu trabalho tinha um que de originalidade, de brasilidade, permeado por um ritmo de thriller muito bom! Li alguns livros dele que sei que são sequências, são aventuras com os mesmos personagens, mas já não lembro a ordem disso. Esses livros são:

O rapto do Garoto de Ouro.
Estou fuçando o fundo do baú da minha memória, porque li esses livros quando era ainda muito novo. Mas vai aí um extrato do que lembro. O garoto de Ouro era um pop star, um cantor de rock famoso que é sequestrado por uns bandidos. O garoto que trabalhava no Hotel Cinco Estrelas, protagonista de vários livros do Marco Rey e cujo nome já não me lembro, tem que resolver o mistério. Se alguém conseguir decodificar meu subconsciente, a história tá toda gravada lá. Conscientemente não me lembro mais dos detalhes. Mas é bom!

O mistério do Cinco Estrelas

Alguém está assassinando os hóspedes do hotel em que Léo (acho que era isso!) trabalha e ele tem algumas pistas que pode levar ao assassino.

Um cadáver ouve rádio

Mais um livro em que Léo e sua turma bancam de detetive e tentam descobrir quem é o assassino que deixou um corpo abandonado numa construção com apenas um rádio ligado como companhia. É um livro rápido, mas muito bom quando se é adolescente!

Marcos Rey publicou mais uns sete livros pela série vaga-lume, mas só li esses três.

XISTO

Hoje estava indo no médico pegar umas guias do plano de saúde. Eu estava me preparando para conversar com o médico, mas não conseguia me recordar qual o primeiro nome do doutor. Lembrava apenas o sobrenome: Rolim. Milhares de primeiros nomes se passaram pela minha cabeça e enquanto caminhava para o consultório fui pensando nas mais bizarras combinações de nomes, na tentativa de lembrar o maldito nome do médico! Rômulo Rolim, Romualdo Rolim, Bráulio Rolim, Astrogildo Rolim... Não deve ser alguma coisa mais simples - Plínio Rolim, Arnaldo Rolim.... Entrei no consultório, ainda sem me lembrar, mas por sorte não encontrei o médico, apenas a secretária:

- Qual é mesmo o primeiro nome do médico?
- Xisto. Xisto Rolim.

Xisto! Como pude esquecer um nome que na minha infância foi tão emblemático. Afinal eu adorava as aventuras do Xisto na série vagalume!

Aventuras de Xisto

Era uma história sobre um cavaleiro medieval, cheia de magia e aventura. Adorava! Hoje eu diria que Aventuras de Xisto é um legítimo "Sword & Sorcery" tupiniquim!


Xisto no Espaço.

´Jã não lembro mais o motivo, mas que o Xisto saiu da terra mágica e foi pro Espaço ele foi... E era um dos livros mais bacanas!


Xisto e o Pássaro Cósmico.

"Um disco voador se espatifa na terra. Estranhos eventos começam a acontecer e Xisto é obrigado a entrar em ação!" . Não me lembro de mais nada desse livro, só sei que é um livro mais raro de se encontrar e eu li!

OUTROS

O Escaravelho do Diabo.

HAHAHAHA O que é crescer e começar a cruzar as coisas? Se o assassino desse livro fosse em Darkover ele faria a maior festa, afinal ele queria matar todos as pessoas ruivas que via pela frente! Um dos primeiros livros que li, um suspense policial. Bom! Quem fosse ruivo e recebesse um escaravelho de presente podia se preparar para morrer.

A ilha perdida.

Um dos clássicos da série. Um livro bonito, sobre dois amigos que estão passeando numa fazenda e então resolvem brincar com uma embarcação que encontram em um açude dali. Se perdem e descobrem um lugar mágico. Muito legal, esse livro tem duas sequencias, fora da série vaga-lume: A montanha Mágica e não lembro o nome do outro!

O caso da Borboleta Atíria.

Emblemático para nós biólogos. Li esse livrinho na infância, uma fábula policial deliciosa. Mais tarde, na faculdade de Biologia presenciei alguns professores pedindo que os alunos da disciplina de Zoologia de Invertebrados lessem a fábula. Além de ser uma aventura envolvente, o livro não peca em seus aspectos técnicos - descreve bem os insetos, as famílias as quais pertecem e as habilidades que poderiam exercer. Dei uma edição para minha filhinha, que vai fazer sete anos. Ela já gosta de ler, tem sua própria coleção de gibis e livrinhos, mas esse ainda é um pouco grande pra idade dela. Eu espero que ela descubra a delícia que é ler esse livro. Minha mãe tinha essa mania, me empurrava  vários livros goela abaixo e eu sempre detestava quando ela fazia isso. Extremamente do contra, só queria ler o que fosse do meu próprio interesse. Só que aí o tempo passava e de um jeito ou de outro os livros que mamãe me indicavam vinham parar na minha mão. E aí eu lia e via que ela tinha razão. Mas só valia quando eu buscava os livros por conta própria. Aí sempre depois de um tempo baixava a cabeça pra minha mãe e dizia - É você tinha razão, tal livro é bom!

 

Bem, a série Vaga-Lume tem muitos outros livros bacanas, postei apenas os que são mais marcantes para mim. Outro dia desses fui visitar um amigo de longa data e a filha dele, agora com uns treze ou quatorze anos, viciada em leitura, veio me mostrar as novidades da série vaga-lume que ela estava descobrindo. Cara, aquilo me deu uma satisfação!! Foi como me ver alguns anos atrás. Dei o maior incentivo pra ela, é muito bom saber que ainda existem crianças que são crianças de verdade, como eu fui um dia. Crianças com brincadeiras de pique pega, esconde-esconde, correr, pular, enfim... Crianças que gostam de livros ao invés de vídeo-games e internet! Internet e vídeo game são tecnologias bacanas e tal... Mas não estimulam muito a imaginação, as coisas vêm todas prontas, enlatadas.  Não tem nada melhor que ler um bom livro, que permita que voemos com as asas da imaginação. Não sei, acho que quem lê é mais saudável mentalmente.

That's all folks!